sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

La Boqueria: o paraíso dos famintos

La Boqueria definitivamente é o paraíso dos famintos. Um mercado municipal gigantesco, com vários tipos de comida (e limpo!). As banquinhas mais parecem vitrines, tudo pra fazer a comida parecer ainda mais atrativa (como se fosse possível). 


 O post de hoje dispensa muitas palavras. Deliciem-se! (Eu volto lá embaixo pra contar o que a visita a La Boqueria rendeu).

Jamón de todos os tipos:


Frutas, verduras, sementes, doces e ovos de todas as cores:



  



Frutos do mar super frescos (alguns ainda vivos!):





Tapas:


Tinha também a parte não tão agradável do paraíso:


Eca!

Por fim, especialmente pra minha família, pra dizer que aqui não ia dar briga pelo pé na sopa de galinha:


Adorei a tal da La Boqueria! E baseada no jantar que esse passeio rendeu, posso afirmar que vou passar muito bem por aqui. Olha só o que o marido preparou:

 Camarões gigantes

 Vieiras

 O belga, Moules et frites 

(impressionante a diferença entre o marisco daqui 
e o nosso do Brasil, parecem dois bichos diferentes)

Depois desse monte de comida vou começar a pensar na janta! E como hoje é sexta-feira, logo logo vamos onde o movimento está. Depois conto tudo!

Besos!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Restaurante do dia: La Paradeta

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Pra quem gosta de frutos do mar, o La Paradeta (Calle Passatge Simó, 18 – tem várias outras localizações – Sants, Born, Meridiana, Sitges, esse é o próximo a Sagrada Família) é parada obrigatória (desculpem o trocadilho infame, mas faz todo sentido)!


Fica bem pertinho da minha casa (1 quadra e meia), chegamos um pouco antes das 20h e estava bem vazio. Quando saímos, além das 21h, já estava começando a ficar cheio. Então, a primeira recomendação é chegar cedo, porque senão acabam as mesas e na hora de fazer o pedido vai ter muita fila, consequentemente muita pressão pra escolher seus frutos do mar.

O esquema do La Paradeta é o seguinte: logo na entrada você dá de cara com um balcão cheio de peixes, frutos do mar e gelo, é praticamente uma peixaria, exceto o cheiro.








Aí, uma moça muito simpática com um cone de jornal na mão começa a pegar os bichinhos que você escolher. A maioria das coisas tem que pedir por peso, algumas tem que pedir por porção. Pedido feito, passamos pro balcão ao lado pra pedir bebidas (tomamos uma cervesita), acompanhamentos (tem salada e sopa, mas quem quer salada e sopa quando se tem meio mar pra comer?), molhos (pedimos os mais tradicionais da Espanha: romesco – pimentão, tomate, alho e amêndoas - e ali oli) e pão. Daí a gente ganhou uma senha e uma bandeja com pratos, talheres e bebida e foi em busca de uma mesa.

Alguns minutos depois e uma voz ao microfone chama: mesa 12. Quando você ouvir a voz chamando sua mesa, pegue seu melhor sorriso e sua nota e se encaminhe até o terceiro balcão, ela vai te entregar um prato de cada vez, e a cada vez vai fazer um risco na nota pra saber o que já foi entregue.

Nossa primeira belezinha foi a almeja (ao molho marinera), que custou 16,90 euros o kilo. Essa porção aí tinha exatamente 1kg. De tudo que pedimos, a almeja foi o único que pudemos escolher o molho, os outros são preparados sempre da mesma maneira.

D-E-L-Í-C-I-A

Em seguida vieram os chipirones, uma lula bem pequenininha, que veio frita, e que acompanhada dos molhos fica ainda mais gostosa. O preço é 13,90/kg, essa porção toda aí custou só 4 euros:

Lulinha

Depois chegaram as navajas. Aaah, as navajas! Sem dúvida nenhuma o prato da noite, um bichinho compridinho dentro de uma concha compridinha, com textura parecida com a de uma lula que caiu na areia da praia. É, dava pra sentir a areiazinha, mas nada pra se incomodar, parece que ficou ainda melhor. Essa gostosura custou 4,90 a porção, esse prato aí tem duas porções.

Navajas: te comeré outra vez!

Por último vieram os pulpitos e os camarões. Os pulpitos custaram 13,90/kg (nossa porção custou 3,41) e os camaroẽs foram os mais caros (39,80/kg), por isso só pedimos um pra cada um.


Os pulpitos são meio sem graça. Mas tão bonitinhos, que dá vontade de comer!


O camarão, a la plancha e temperado só com sal, sem exagero, foi um dos melhores que já comi. Marido tirou umas fotos para provar:


O ambiente não é muito agradável, literalmente um bandejão barulhento cheio de mesas, com uns neons gigantes de frutos do mar nas paredes.



Mas, apesar disso, não vai ser uma surpresa se eu passar por ali pra jantar uma vez por semana. Adorei! :)

A escala do La Paradeta ficou assim:
  • ambiente: #insatisfeito
  • atendimento: #satisfeito
  • comida: #dechorardebom
  • custo-benefício: #satisfeito (44,44 euros pra quase 2kg de frutos do mar)
No fim das contas: #pelamordedeusvailá

Obs: Má, não se preocupe que quando você vier vai ter uns especiais pra você também, tá? ;)

Besos!!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Restaurante do dia: La yaya Amelia

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O primeiro restaurante que conhecemos foi o La yaya Amelia, bem pertinho de casa, na Rua Cerdeña, 364.



O ambiente era bem aconchegante, com poucas mesas, quentinho (como todos os lugares aqui – ainda tenho que aprender a me vestir para o frio que está fazendo, uns 8 graus do lado de fora, uns 25 do lado de dentro), com cara de antigo.




Pedimos os pratos que estavam no menu do dia: uma entrada, um prato principal e uma sobremesa por cerca de 19 euros.

De entradas:

Raviolis de foie gras amb oli de tófona

Esse foi o pedido do marido, tinha um cheiro forte de azeite de trufas que ele adorou, eu, que não sou chegada em trufas, cogumelos, fungos e afins, tive que tapar o nariz.

Los canalones de la abuela

Pra mim esse foi o melhor prato, um canelone recheado com uma mistura de carne de boi e de porco, com um creme branco gratinado por cima.


Os pratos principais:

Costillitas de cabrito a la plancha

Vinha acompanhado de uma espécie de tortilla de batatas (mas era mais desforme e mole do que a tortilla tradicional) e esses pimientos de padrón grelhados. Marido gostou.


 Bacalao com sanfarina

Um bom pedaço de bacalhau coberto com um tipo de ratatuille e acompanhado pela mesma tortilla de batatas. O bacalhau estava bom, mas o ratatuille com molho vermelho estava tão forte que só dava pra sentir o gosto dele.

De sobremesa:

Pedimos um Sorbete de limón e a tradicionalíssima Crema Catalana, que estava uma delícia:


Pois bem, como um dos objetivos do Um ano com Gaudi é dar dicas de restaurantes/bares/coisas para fazer em Barcelona, achei que seria legal fazer uma escala de satisfação. Vai funcionar assim:

Vou avaliar 4 quesitos: ambiente, atendimento, comida e custo-benefício. E, no final, um último ponto pra dizer o tamanho do esforço que você deve fazer pra ir ao restaurante quando vier a Barcelona.

Os 4 primeiros quesitos serão avaliados como: #de chorar de ruim, #insatisfeito, #satisfeito, #de chorar de bom.

O último vai ser assim: #não vai lá, #se sobrar tempo (e você estiver por perto) dá uma passadinha, #vai lá, #pelamordedeus vai lá.

Então tá. La yaya Amelia ficou assim:

  • ambiente: #satisfeito
  • atendimento: #insatisfeito (a verdade é que como é o primeiro restaurante ainda não sei se fui mal atendida mesmo ou se os catalães são geralmente de poucos amigos)
  • comida: #satisfeito
  • custo-benefício: #satisfeito (19 euros para entrada + prato principal + sobremesa)
No fim das contas: #se sobrar tempo dá uma passadinha.

Obs: sério que segunda-feira teve marcha TFP (Tradição, Família e Propriedade) contra o casamento gay, em Curitiba? Vergonha, vergonha, vergonha. Vi no face (via Uma Feminista Cansada) um post que acho que vale a pena ler.

Besos!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O primeiro dia

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Chegamos domingo as 7 da manhã e não pudemos ir pro apartamento porque o depósito ainda não tinha caído na conta da imobiliária (isso que o depósito foi feito 9 dias antes via Caixa Econômica). Mas fomos muito bem acolhidos pelos amigos do marido – Joan pai, Ana, Joan filho e Mar. 

Mar, eu e Joan

Depois de descansar um pouco fomos dar uma volta em Sarrià, o bairro que eles moram, mas logo começou a chover e passamos o resto do dia em casa.

Em Sarrià demos uma passada no primeiro boteco: Quimet (Calle Vic, 23). Um bar pequeno e simpático, cheio de gente, mesmo num domingo chuvoso de inverno ainda de manhã. Duas cervejas, dois vermuts e um pincho de anchova depois, voltamos pra casa embaixo de chuva pra comer uma bela paella feita por Joan na lareira. 



El Quimet



 Na segunda de manhã fomos direto pro nosso apartamento. E, olha, superou minhas expectativas. O prédio tem uma portaria bem bonitinha, uma concierge simpática e é próximo de tudo. Duas quadras da Sagrada Família, tem, num raio de 100 metros: 4 mercados grandes, 1 mercado-atacado-preço baixo-sem sacola, 2 mercadinhos, 2 chinos lojinhas de tranqueiras, 4 farmácias, 6 cafés, 3 frutarias, 2 panificadoras, 1 clínica veterinária, 2 pets, banca de revistas, lan house, loja de ferragens (o marido McGyver agradece), lojinhas, lojinhas e lojinhas.

Sagrada Família vista de casa


A vista da terraza
Depois de desfazer as malas e ir ao mercado comprar umas coisinhas (nunca pensei que fosse tão difícil comprar material de limpeza fora de casa – tudo que eu queria era uma garrafinha de Veja multi-uso, mas tive que comprar até um antical pra máquina de lavar roupa, e não consegui comprar a garrafinha de Veja ou algo que o valha – mas comprei o Vanish tá, mãe?), pegamos o metrô na Sagrada Família e fomos até Paseo de Grácia. 


Descendo do metrô dei de cara com uma Zara, dei uma voltinha mas tive que me segurar, ainda essa semana volto lá sem o marido pra gastar bastante tempo e não tanto dinheiro – está em época de rebajas e os preços na Zara são irresistíveis (uma clutch linda por 12 euros, um blazer que na Zara Brasil custa 279 reais por 49 euros e por aí vai...).

De Paseo de Grácia fomos andando até a Plaza Catalunya, e de lá para as Ramblas. Um calçadão enorme, cheio de barraquinhas das mais diversas coisas, e cheio de gente apesar dos 10 graus que estava fazendo. No verão aquilo lá deve ser uma delícia!


Lá passamos num botequinho basco simpatissíssimo, o Sagardi (Carrer L'Argenteria 62). Os pinchos (tapas no palito) ficam todos dispostos no balcão, você pega a vontade e no final vai até o caixa levando os palitos pra eles contarem, custou 2 euros cada um. Em Curitiba tem um bar que tentou fazer isso, o Txapela, que fica na Ébano Pereira, mas não tem comparação (no Txapela, principalmente o atendimento deixou a desejar). Pra quem vier me visitar lá vai ser parada obrigatória.





O almoço da segunda foi no La Yaya Amelia, assunto do post de amanhã.

Besos!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Fibonacci encontra Gaudi

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Fibonacci por Bruno Kirilos (Estudio Dos)

É lógico que el perrito também veio junto com a gente! Não sem antes resolver muita papelada, tem muito mais burocracia pra trazer pets pra Europa do que pra conseguir o visto.

A primeira coisa a ser feita é colocar o microchip, que tem que seguir o ISO 11784 e o ISO 11785 (isso basicamente porque o leitor de microchip dos aeroportos só consegue ler esses modelos, mas se o pet tem outro padrão de microchip implantado basta trazer junto um leitor próprio). A prefeitura de Curitiba faz regularmente algumas ações de microchipagem, colocamos na Praça do Japão e foi de graça.

Depois disso é preciso garantir que as vacinas de raiva estejam em dia. É importante para tirar o CZI (Certificado de Zoonoses Internacional) que a última vacina antes do teste de raiva seja feita somente após a colocação do chip. Essa vacina tem que ser feita pelo menos com um mês de antecedência a coleta de sangue para o exame.

Bom, daí é hora de fazer o tal exame – o Laudo de Sorologia Anti-Rábica. Pra fazer isso o veterinário tem que retirar o sangue, fazer o soro, e enviar para o único laboratório credenciado no Brasil. Esse aqui: Laboratório de Zoonoses e Doenças Transmitidas por Vetores do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (Rua Santa Eulália nº 86 – Santana). Esse exame tem que ser feito pelo menos 90 dias antes da viagem.

Tá. Ainda não acabou. O próximo passo é pedir que o seu veterinário faça um Atestado de Sanidade Animal, declarando que o animal não apresenta sinais de doenças infectocontagiosas e parasitárias, dizendo também o número do chip e a data em que ele foi colocado. Detalhe: esse atestado só tem validade de 2 dias. Então você faz assim: dois dias antes de viajar vai ao veterinário, leva o bichinho e pede o atestado. Em seguida, munido de toda essa papelada, você vai ao Ministério da Agricultura (MAPA – Vigiagro), que em Curitiba fica no aeroporto, para retirar o CZI. Essa parte foi bem tranquila, o fiscal foi super simpático e em 30 minutos eu e o Fibo saímos de lá CZIsados.

Jabá do dia

Já que estamos falando de veterinário: minha irmã é a melhor veterinária do mundo. Ela trabalha lá na Clinivel, em Cascavel/PR. Vai lá: www.clinivel.com.br – 45 3223-3330. (Tati, depois a gente combina o valor, tá?).

A viagem

Pareceu estressante e confuso? Pois piora.

Escolhemos viajar pela Singapure porque é a única companhia que faz vôo direto do Brasil para Barcelona, saindo de São Paulo, e quanto menos escalas/conexões melhor pro Fibo. Pior pra melhor veterinária e o melhor pai do mundo que tiveram que nos levar até São Paulo.

Pois bem, tive que providenciar uma caixa de transporte de tamanho suficiente para ele ficar em pé e dar uma volta em torno de si. Comprei alguns meses antes pra que ele já fosse se acostumando e ficasse menos assustado.

Aí chegamos no aeroporto, como éramos passageiros especiais devido à reserva que tínhamos feito pro perrito, não precisamos enfrentar fila e fomos direto a um balcão especial (pelo menos isso, né Fibo!). Lá o funcionário conferiu a carteirinha de vacinação (o CZI ele parecia não ter ideia do que era) e se as especificações da caixa e da água foram cumpridas. Água?!? Que água, moço? É obrigatório que o cachorro tenha acesso à água durante o vôo e yo no hacía una puta idea de eso. Aí começou a maratona: enquanto eu, o marido e o cachorro ficamos despachando as malas, meu pai e minha irmã (gracias!) pegaram o carro e foram atrás do tal suporte pra água, a sorte é que perto do aeroporto de Guarulhos tem um pet shop enorme e como chegamos 3 horas antes do embarque deu tempo tranquilamente.

Meio dramin depois e Fibonacci estava dopadinho na hora que foi despachado. Quem sofreu mais certamente fui eu, que a cada turbulência tinha vontade de chorar. Mas sobrevivi. E o perro também!

Chegando em Barcelona demoraram pelo menos uns 40 minutos para trazê-lo (ele só veio depois de todas as malas), e tudo que conseguia fazer era tremer, mas não ficou com medo muito tempo não (nada como colinho de mamãe!). Aí o que passou, e não sei se foi por conta da espera, da chegada às 7 da manhã de um domingo ou se é sempre assim, mas quando passamos na alfândega com ele, não nos pararam e não pediram nem um papelzinho sequer. Pois é. Aposto que se eu não tivesse feito tudo direitinho a essas horas ele tava chegando de volta em São Paulo e meu pai e minha irmã teriam que estar voltando lá para pegá-lo.

Fibonacci encontrou Gaudi, fica o dia todo na casinha porque morre de frio, mas já parece estar se sentindo em casa.

Nós também. Amanhã tem post sobre os dois primeiros dias.

Besos!!

sábado, 15 de dezembro de 2012

Hogar, dulce hogar

Alugamos nosso ap! Depois de muita negociação conseguimos um desconto de 16% e o condomínio (gastos de comunidad) por conta do proprietário.
Fica em Eixample - Sagrada Família, pouco mais de 1km da universidade. Vai dar pra ir de bike!
O apartamento tem uma suíte e mais dois quartos (visitas, venham!), um banheiro, um lavabo, uma sala grande e uma cozinha recém reformada. A suíte:

                                                               
 Mas o melhor, melhor, melhor, é a sacada terraza enorme com vista para a Sagrada Família. Olha só:


Mal posso esperar pra sentar nessa mesa e tomar uma cava! Agora só faltam 28 dias!